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A televisão é um lixo.

Salvo alguns poucos programas, a televisão brasileira é um lixo, não cultural, da pior espécie. Um lixo corrosivo sem possibilidade de reciclagem que entranha no meio popular e forma o pior tipo de opinião: a opinião tendenciosa e parcial, distante de qualquer vestígio de raciocínio e inteligência. Pois então vejamos:

– Os programas educativos infantis praticamente inexistem; menos mal que este padrão está saindo da fase de apresentadoras “antas oxigenadas” de vocabulário limitado. Triste é constatar que elas fizeram escola, ao se deparar com pessoas usando tolas formas de se expressar: “bjusss”, “voxêisss”, “adolu” e outras pérolas da idiotice declarada.

– Os matutinos e vespertinos de variedades são verdadeiros “shoppings” digitais oferecendo toda sorte de produtos supérfluos, sem nenhuma aplicação funcional. Fofoca e “veneno” sobre celebridades também dão o tom.
– Os humorísticos (humorísticos?), com piadas ultrapassadas e totalmente sem-graças, apelam para o quase-nu de “gostosas” pra tentar manter seu Ibope. A crítica, igualmente burra, insiste em denominar alguns destes programas como intelectualizados. Autênticos “besteiróis” margeando o ridículo e sempre fazendo humor baseado na desgraça e bizarrice de pessoas conhecidas.
– Os programas de auditório agora têm uma tapir-morena-mor (“não entendi…” “ah é? que legal”). Ex-modelos (sic), ex-humoristas(sic sic), ex-imitadores(sic sic sic), ex-loiras e morenas do “Tchan” (shit) e toda gama de “ex” assumem a condição de apresentadores com um alcance de visão limitado ao próprio umbigo. O resultado, como todos vemos, é desastroso, quando não nojento.
– Os esportivos têm narradores parciais e comentaristas de opiniões óbvias. Times campeões de outros estados tem menos destaque na mídia que os lanternas da série B do eixo Rio-São Paulo. A parcialidade e centralização são enormes.
– Nos programas de entrevistas, os vaidosos entrevistadores com sua ridícula presunção, falam/opinam mais que os entrevistados.
– Nos informativos e noticiários, as informações são em geral distorcidas e tendenciosas, ou seja, sem isenção da opinião pessoal ou corporativa. Bandidos são astros que tem o nome sempre precedido pelo apelido para serem mais facilmente identificados por seus “fãs” e clientes do tráfico de drogas. Leia-se o caos instalado na cidade do Rio de Janeiro onde bandidos e traficantes tem mais espaço na mídia televisiva do que um cidadão honesto trabalhador e praticante da filantropia.
– Os dominicais são seqüências intermináveis do mais puro mau-gosto, que sobrevivem, em sua maioria, da exibição da desgraça e sofrimento do povo por apresentadores aduladores e repetitivos.
– Atualmente, a febre dos “reality-shows” mostrando incautos em busca dos seus quinze minutos de fama num programa dito politicamente correto pela sua direção. Mais incorreto e idiota, impossível: diálogos imbecis, incoerentes e inconseqüentes, pré-fabricados para que sejam recitados pelos componentes invariáveis (boazudas, malhados e minorias raciais) que compõem os grupos de “pré-selecionados dessa coisa”. Arghhh…. Eca….
– Ah… e as novelas, o que dizer do entretenimento conhecido como o de marca registrada nacional? Escritores que se arvoram em “Olivers Stone” pra contar o cotidiano nacional sobre o ponto de vista pessoal.
– Sempre embasadas em imigrantes italianos, retirantes nordestinos, heróis sulistas e “espertos” do eixo central; nas tramas sempre estão presentes assuntos polêmicos pra garantir o retorno comercial. Desta forma, prostitutas, gays, lésbicas, drogados são retratados como pessoas sofridas e, em geral, sempre vencem a batalha contra o preconceito a seu desvio.
Mocinhas “arosianas” e mocinhos “gianechianos” realizam personagens hipócritas, em um imaginário de pessoas esteticamente belas e de caráter totalmente ilibado, que sem qualquer explicação, passam capítulos e mais capítulos debatendo-se com problemas facilmente solúveis no mundo real.
O belo sotaque nordestino soa irritante e caricato na mescla com o sotaque carioca da maioria dos atores, e a língua Italiana é indiscriminadamente “assassinada”.
As cenas de sexo não são explícitas, mas estão bem próximas. Assim como a violência gratuita presente e justificada pelos diretores e escritores como demonstração do que se passa a nossa volta.
Em outras épocas estes, endeusados, escritores de novela atuais não passariam de “escritorezinhos” de segunda em editoras de terceira com seus livros comercializados em sebos e afins.
Importante ainda ressaltar que a grande maioria dos atores não tem sequer formação escolar básica e são, perigosamente, formadores de opinião em função do sucesso.
Ah sim, não é preponderante ter formação escolar pra ser formador de opinião (vejam nosso presidente). Existem bons atores, na situação citada acima, que findam por ter uma boa formação cultural de base ao ler e reler livros e roteiros. Então o melhor não seria ler um livro e ter a opinião pessoal sobre ele? Ignorar as versões televisivas manipuladas e altamente mascadas?
Sim, não obstante o reconhecimento da importância da televisão como meio de comunicação, há também de pesar ser ela a grande vilã e causadora da maioria dos males da sociedade moderna, onde massagear o controle remoto, de preferência pessoal, pra ver a violência, o sexo, o mercantilismo desenfreado e estereótipos é mais importante que ler um livro, estar com os amigos ou reunir a família simplesmente pra conversar.

 

Sobre Junior Romera

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